Seguidores

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Conceito das Duas Naturezas de Cristo - Trabalho de Bárbara Pinheiro para o Curso Médio em Teologia - IETAD

CONCEITO DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO Jesus e sua natureza divina Desde os primeiros capítulos da Bíblia, vemos Deus revelado como uma unidade plural “façamos o homem á nossa imagem conforme a nossa semelhança” (Gn 1. 26). As Escrituras nos relatam que Jesus é o Filho unigênito do Pai, (Jo 3.16), o “Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio de todas as coisas” (Jo 1. 1 – 3). Temos o respaldo da Santa Palavra de Deus a Bíblia, que nos confirma que Jesus é Deus e estava com Deus desde o princípio. O Pai e o Filho são um, estão de comum acordo. Certa vez Jesus orando pelos seus discípulos declarou: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti... para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17.21). Temos declaração não só de Jesus quanto a sua divindade, mas do próprio centurião e os soldados que guardavam o corpo de Jesus depois da crucificação, quando os sepulcros se abriram, e o véu do templo se rasgou de alto abaixo, vendo terremotos e coisas que aconteciam como um protesto, eles mesmo exclamaram: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus.” (Mt 27.54) Jesus e sua natureza humana Jesus, mesmo sendo Deus, se tornou homem por amor de nós por obra e graça do Espírito Santo no ventre de Maria, tendo um nascimento humano, esteve aqui na terra e nos ensinou através de sua Palavra que é possível viver no mundo que jaz no maligno, mas não estar debaixo do julgo do pecado, isso nos deixou claro, quando foi tentado por Satanás (Mt 4), não cedeu á tentação, mas venceu através da Palavra, nos dando um grande exemplo, diferente de Adão que na primeira tentação caiu no pecado. Sendo assim, seu ministério aqui na terra se caracteriza pelo exemplo de superação do pecado, mostrando que é possível o homem viver sem estar em pecado, mesmo tendo a natureza pecaminosa, mas se Cristo habita em nós, as coisas velhas ficam para traz. Nos primeiros cinco anos do Cristianismo, muitas correntes surgiram, pondo em dúvidas quanto as duas naturezas de Cristo. Temos por exemplo o Arianismo que defendia que Jesus era mais que homem, mas não era Deus. Com certeza, era desejo de Satanás introduzir no meio dos discípulos e dos seguidores de Jesus as dúvidas quanto a sua missão, e sua real natureza, pois assim dispersaria o povo, no entanto, vale ressaltar que não podemos entender este assunto, se nos limitarmos á nossa natureza tão falha e limitada, como é a do ser humano. Como homem, sentiu dor (Mc 15.17), chorou (Jo 11.35), precisou alimentar sua alma através da oração (Jo 17), teve fome (Mt 4.2), sede (Jo 4.7), sono (Mc 4.38), Jesus estudou as Escrituras e meditou nelas para poder explicá-las (Lc 2.46,52). Todos os milagres que operou não foram por seu poder como Segunda Pessoa da Trindade, mas pelo poder do Espírito Santo que habita nele, e também em nós (Mt 12.28; Lc 4.18 e At 10.38). Para isso, Jesus orava constantemente, e algumas vezes a noite inteira (Lc 6.12), esteve diante de coisas e fatos que são comuns entre os seres humanos, nos mostrando como viver e ser usados por Deus aqui na terra. 1. A união hipotástica entre as duas naturezas; Chama-se de união hipostática, a ligação das duas naturezas de Cristo, uma humana e outra divina, sem distinção, indivisíveis e inseparáveis, de tal forma que as propriedades de cada uma permanecem ainda mais firmes quando unidas numa só pessoa. Paulo escrevendo aos Filipenses declarou: "pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz". (Filipenses 2:6-8). É importante entendermos que, quando Jesus se fez homem, não deixou de ser Deus. Ele era Deus vivendo como homem. Mas restringiu-se a forma e a limitações muito diferentes da natureza de sua existência eterna. Devido a tantas dúvidas e ensinamentos quanto a veracidade dessas duas naturezas em uma, foi decidido a ter por base no Concílio de Calcedônia em (451 d. C) sobre a união hipotástica das duas naturezas, sendo que as igrejas católicas, ortodoxas e protestantes, adotam essa base de fé, seguindo não só essa corrente de pensamento, mas principalmente por termos respaldo bíblico para acreditarmos no Jesus Divino/Homem. (Jo 8.58) Ele disse certa vez aos judeus: “Antes que Abraão existisse EU SOU.” 2. As duas naturezas coexistem em anipostasia e enipostasia; Estes dois termos foram pela primeira vez usados por Leôncio de Bizâncio (475- 543 d.C) quando debatia sobre a autoconsciência de Cristo, pois havia dúvidas em relação a este assunto. Uns pregavam que se Jesus era verdadeiramente homem e Deus ao mesmo tempo, Ele teria duas consciências – uma humana e outra divina, ou então teria uma única consciência, sendo divina ou humana. Estes ensinavam o Apolinarismo ou Doutrina de Apolinário (310 a 390 d. C) que afirmava que o corpo de Jesus era humano, mas sua alma era divina, crendo que Jesus não era totalmente homem. Leôncio combateu esses ensinamentos, afirmando que uma vez que Jesus era humano, tinha sua mente humana também, pois caso contrário sua natureza humana não seria completa e seu sacrifício também não seria completo. Mas ressaltava que ela só existia na união completa entre a natureza divina e a humana de Jesus. Chamou de “anipostasia” a impossibilidade de Cristo viver sua autoconsciência divina, e “enipostasia” o fato do “eu” humano estar presente apenas no “eu” divino de Cristo. Podemos citar a referência bíblica que pode dar base para este assunto, quando Jesus falou aos seus discípulos: “Portanto, daquele Dia e Hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai.” (Mt 24.36) Muitos perguntam: como se Jesus sendo Deus, não sabia a data e hora daqueles acontecimentos? Podemos responder que a autoconsciência divina não estava operando em Cristo, mas sim a humana, dependente do Espírito Santo, pois Ele estava aqui em forma de homem cumprindo a vontade do Pai. Comunhão de propriedades entre as duas naturezas; Quando Jesus se fez carne, passou a ser humano. Participou da nossa natureza; submeteu-se à experiência humana. É importante entendermos que, quando Jesus se fez homem, não deixou de ser Deus. Ele era Deus vivendo como homem (Jo 1.1). Jesus afirmou ser Deus em várias ocasiões: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho com Ele.”(Jo 5.17). Em outra situação Jesus disse a Filipe: “Quem me vê a mim, vê o Pai...” (Jo 14.7 -9). Nisto vemos o acordo das duas naturezas em uma só. Se Cristo fosse só homem ou só Deus, seu sacrifício não seria perfeito. Somente um verdadeiro ser humano, plenamente justo, poderia morrer por todos os demais para salvá-los (Rm 5.18-19). 3. Os atributos divinos e a encarnação; Quando Jesus encarnou, não deixou os seus atributos divinos, mesmo sendo homem, esteve aqui maior que os anjos, pois era Deus Conosco. ( Mt 26.53). Da concepção de Jesus até sua a morte, e da exaltação em glória até os dias atuais, vemos dois estados da natureza de Cristo. Jesus ressuscitou corporalmente, sendo que seu corpo, foi glorificado, pois na concepção Ele não despiu-se de sua divindade, e sim de sua glória. Em (Fl 2.7) vemos: “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” Sendo assim, Jesus continua sendo Deus, e enquanto esteve entre nós se fez homem por amor de nós, como diz a sua Palavra. 4. O Éden de Lúcifer; Com certeza, o texto que mais interpreta a existência e morada do anjo de luz que queria ser semelhante a Deus está registrada em Ezequiel 28. 13: “Estavas no Éden, jardim de Deus, toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turqueza, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Norman Champlin na Enciclopédia Versículo por Versículo da Editora Agnos, condena a interpretação dizendo que é muito supérfula. Mas vamos seguir a interpretação da maioria dos teólogos e estudiosos da Palavra que dizem e afirmam se tratar de Lúcifer, apesar da passagem bíblica estar falando sobre o rei de Tiro. Como em diversas passagens bíblicas vemos a tipologia sendo aplicada, aqui também usando o bom censo podemos aplicá-la. O relato começa mostrando como o rei de Tiro tinha se exaltado, querendo ser um deus – homem, ser adorado e quanta riqueza e soberba estavam sobre ele. O profeta Ezequiel começa então a dizer segundo as Palavras do Senhor e a “compará-lo com Lúcifer”, que era um querubim ungido, vestido de pedras preciosas, era perfeito, ser criado por Deus, mas que seu coração elevou-se a soberba, então se achou iniqüidade nele. Aqui vemos o relato em sequência de como era a vida de Lúcifer antes da queda. Podemos notar que os versículos apesar de estarem sendo proferidos para o rei de Tiro, as referências não era dele, veja: “Estavas no Éden...” (v.13) e diz que as pedras preciosas no dia que ele foi criado elas também foram criadas.” Não pode estar se tratando aqui do rei de Tiro, pois segundo estudiosos, as pedras preciosas foram formadas há bilhões de anos atrás e cada uma tem um significado para os povos da antiguidade, podemos citar como exemplo a safira, que simbolizava verdade, sinceridade, lealdade, fidelidade. Podemos sugerir se olharmos por este ângulo, que cada pedra descrita em Ezequiel 28, em se tratando de Lúcifer representava não só a glória de sua beleza externa, mas interna também, diz que a música estava dentro dele “a obra dos teus pífaros e tambores estavam em ti.” E que ele era ser perfeito criado por Deus. Para a maioria dos teólogos, existiu um Éden antes de Adão e Eva, provavelmente no mesmo lugar, e este era habitado por Lúcifer, quando Lúcifer caiu, Deus destruiu as condições reinantes da Terra, e a terra foi restaurada para o propósito de Deus em relação ao homem, diz a bíblia que nesta nova fase Deus passeava sobre terra em Gn 1: 2: “E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” Então criou Deus o homem, quando o homem caiu, as condições reinantes da terra não foram destruídas, mas foram deixadas as condições benditas e malditas, para que o homem pudesse escolher entre o bem e o mal. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Bibliografia ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada – Revista e Corrigida, Ed. CPAD, RJ – Rio de Janeiro – 2005 Revista Resposta Fiel, ano 6, nº 22, Dez a Fev - 2007, CPAD, Rio de Janeiro, RJ. JOINER, Eduardo. Manual Prático de Teologia, Ed. Central Gospel 1ª Edição – 2004, RJ, Rio de Janeiro DANTAS, Onir Francisco. Assuntos Polêmicos da Bíblia – O Éden de Lúcifer – www.assuntos polemicosdabiblia.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário