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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fortificados na Graça – 2 Timóteo 2: 1,3,4 - Bárbara Pinheiro

Quero vos trazer hoje uma Palavra de encorajamento da parte de Deus. Vivemos em um mundo que jaz no maligno e que a todo instante, tenta nos tirar da presença do Senhor, com seus pratos, deleites e também com o desânimo, fazendo com que muitos venham abandonar a fé, ou mesmo viver uma vida de aparências, sem temor e sem ter Deus ao centro do seu querer. Hoje iremos falar de um jovem, seu nome era Timóteo, vivia em Listra uma região da Galácia, sua mãe Eunice e sua avó Lóide eram judias e servas do Senhor, já seu pai era grego, e segundo relatos não conhecia o poder de Deus. Timóteo conheceu a Deus ainda na sua adolescência, e quando encontrou o apóstolo Paulo em sua segunda viagem, resolveu ir com ele e servir a Deus em Éfeso. Como jovem, passou por muitos momentos difíceis em sua vida, um deles foi em sua própria casa, embora sua mãe lhe tivesse criado nos caminhos do Senhor, seu pai não servia a Deus, e isso com certeza lhe causava tristezas, pois os caminhos do homem que serve a Deus é diferente do que não serve. Imagine que enquanto sua mãe lhe ensinava no temor do Senhor, seu pai poderia mostrar-lhe outros caminhos, mais fáceis de seguir. Porém, Timóteo sempre foi exemplo para os fiéis desde Listra! Muitos jovens nos nossos dias passam por esta aflição, as vezes o pai não crente quer lhe impedir de servir a Deus, são tantas barreiras que muitos jovens encontram no seu próprio lar, que o desânimo quer lhes vencer, mas o apóstolo Paulo aconselha assim: “Filho meu, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.” Você que é jovem e serve ao Senhor, tem passado por dificuldades no lar, na escola, no trabalho ou até mesmo na igreja o Senhor te diz assim: “Fortifica-te na minha graça!” É o favor do Senhor que nos mantém de pé! Podemos ter Timóteo como exemplo para os jovens atuais, enquanto muitos estavam preocupados em ser aceitos pelo mundo e cuidando da sua vida, o jovem Timóteo estava empenhado em agradar e servir a Deus. Jovem, o Senhor te chamou com um propósito especial para desenvolver aqui na terra. No livro de Eclesiastes no Capítulo 12:1 está escrito: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os dias e cheguem os anos, e digas não tenho nele contentamento”, não tenho nele alegria. Muitos deixaram passar o seu bom tempo, a juventude, em lugares inapropriados, cumprindo os deleites e prazeres desta vida, gastaram os seus dias a seu próprio modo, e hoje gostariam de ter a força que você têm, a idade que você tem, e fazer tudo de novo. Por isso jovem, não despreze o dom que há em ti! E você que já foi jovem e passou os seus dias cumprindo os deleites desta vida, mas a graça de Deus te alcançou, e você lembra o tempo que você desperdiçou em sua mocidade e diz que não tem mais vigor, não tem mais força, e que tempo já passou, a Palavra de Deus te diz: “Mas os que esperam no Senhor (esperar é ser paciente), renovarão as suas forças (quer dizer, terão forças novas), subirão com asas como águias, (com força, com vigor), correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.” (Isaías 40:31) Essa é a força que vem do Senhor, hoje o Senhor tem força para o fraco, saúde para o doente, ânimo para o desanimado. Mas alguém pode dizer assim: “as pessoas me olham diferente, dizem que por eu ser jovem e sem experiência não sou digno de confiança, de executar uma tarefa com perfeição.” Penso que Timóteo, (segundo as Escrituras era de corpo franzino e fraco), além de ter uma grande responsabilidade na obra de Deus, também sofria com esses pensamentos contrários que muitas vezes batem na mente para nos impedir de prosseguir. Por isso, Paulo estava lhe encorajando e dizia: “Ninguém despreze a tua mocidade.” (1 Tm 4:2) Paulo estava lhe dizendo, que não era pelo fato de Timóteo ser jovem, que não teria condições espirituais para exercer o ministério. Talvez alguém aqui por algum momento tenha se sentido inútil, ou mesmo desprezado, mas levante a tua cabeça pois o Senhor te fez forte, “porque a Palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.” (1 Jo 2:14) Timóteo mesmo franzino, fraco fisicamente, longe de casa, e sofrendo alguns desânimos, era exemplo para os fiéis, e Paulo lhe aconselha e encoraja a continuar a ser exemplo dizendo: “Ora, intercede, faz ações de graças pelos homens, pelos reis para que tenham uma vida sossegada, sê exemplo na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza, lê e ensina a Palavra de Deus para o povo, medita e te ocupa em fazer estas coisas. Não despreze o dom que há em ti.”(1 Tm 2.1/ 4:12 a 15) Infelizmente, nos dias atuais existem muitos jovens na igreja, desprezando o talento, o dom, o chamado que o Senhor fez a eles. E hoje eu te pergunto: “O que você tem feito como jovem na obra do Senhor?” Você tem ocupado seu tempo disponível em que? Na internet? Nos jogos? No celular?... Tem meditado na Palavra de Deus? Tem ocupado o teu tempo em fazer o que agrada ao Senhor? Paulo alertou a Timóteo que nos últimos dias teríamos tempos trabalhosos, onde “haveriam homens amantes de si mesmo, avarentos, presunçosos, soberbos, desobedientes de pai e de mãe, ingratos, profanos...sem amor, orgulhosos... amigos mais dos deleites do que amigos de Deus”. (2 Tm 3) Longe de nós isto! Mas que possamos se “apresentar como obreiros aprovados que não tem do que se envergonhar, mas que maneja bem a Palavra da verdade.” (2 Tm 2: 15) Quem disse que orar é só para as irmãs do Círculo de oração? Jovem ora para estar firme contra as ciladas do inimigo! Quem disse que pregar, é só pra os mais experientes e pregadores famosos da atualidade? Jovem é pra manejar bem a Palavra da Verdade! O Salmista no Salmo 119, 9 e 11 nos diz assim: “Como purificará o jovem o seu caminho? Examinando conforme a tua Palavra Senhor. Escondi a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti.” Esconde a palavra no teu coração, foge das paixões deste mundo, te ocupa na obra de Deus, te encoraja, te desperta, prega a Palavra a tempo e fora de tempo como disse Paulo a Timóteo, vai ás ruas e resgata os oprimidos da perdição, foi para isso que o Senhor te chamou, não foi para cruzar os braços, não foi para ficar entre quatro paredes. Mas para avançar! Vai ter provação? Vai! Vai ter tentação? Vai! Mas sofre as aflições como bom soldado de Cristo, que milita legitimamente e não se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar quem o alistou para a guerra. (1 Tm 2:3,4) Quem te alistou querido, foi o Senhor, é Ele que vai á tua frente, é Ele quem te capacita, é Ele a tua força em tempos de fraqueza! Seja fortificado na Graça que há em Cristo Jesus!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Vivendo uma Vida de Contentamentos - Bárbara Pinheiro

“Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas, estou instruído tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade.” (Filipenses 4. 12) No Salmo 38.9 o Salmista diz: “Senhor, diante de ti está todo o meu desejo...” e no Salmo 42.1 diz: “Como suspira a corça pelas águas que correm, assim suspira oh Deus, por ti minha alma.” Também nos diz a bíblia ainda que todo aquele que se volta á Deus, será satisfeito “E o Senhor fartará a tua alma em lugares secos.” Isaías 58.11 O que é então contentamento? É estar satisfeito com o que você tem, em outras palavras, é uma satisfação interna que não requer mudanças nas circunstâncias externas. A bíblia nos afirma que possuímos tudo que precisamos para viver. Porque é tão fácil ficarmos descontentes com o que temos, somos, vemos e possuímos? Este comportamento está inserido na raça humana desde o começo do mundo. Herdamos isso de uma mulher, seu nome era Eva. Ela era perfeita, criada pelas próprias mãos de Deus, tinha uma liberdade incontestável, comunhão diária com Deus, pois diz a bíblia que todos os dias Deus ia os visitar, habitava em um jardim feito para ela, tinha um esposo e não precisava repartir com ninguém, pois não tinha com quem disputar, nada poderia causar-lhe amargura de alma, vivia feliz, pois ouvia a voz de Deus, tudo lhe era dado pelo próprio Criador. Mas, de repente, decidiu ouvir a voz do inimigo e esta voz falou mais forte em seu coração, colocando-lhe dúvidas e desejos que não vinham de Deus, logo tudo o que Deus havia lhe dado, começou a ser insuficiente em seu coração. Agora, por ter dado ouvidos á voz do inimigo, precisava alimentar o desejo da carne e do seu coração, desejava então algo que não possuía, algo que o seu Criador tinha resolvido não lhe dar. Entrou o descontentamento! E com o descontentamento veio muitas conseqüências ruins: as dores de parto, a morte dos filhos, a amargura e tristeza por ter sido expulsa do seu lar, feito para ela, ela tinha tudo, mas resolveu focar em algo que não era para ela, e acabou perdendo muito! Quantas vezes nossa atenção é desfocada de tudo o que temos, para dar ênfase no que não temos? Vivemos em um mundo, onde aquele que possuí mais, fica por cima de quem tem menos, então a vontade de cumprir essa meta humana chega até nós que somos cristãos como uma influência do inimigo, causando desgostos, tristezas, frustrações, decepções e até depressões. A vontade de ter, sem poder, leva muitos a estarem em uma escuridão espiritual. Quando estivermos descontentes com alguma coisa, devemos fazer uma avaliação de si, e notarmos qual o motivo do descontentamento. Ao tentarmos satisfazer o nosso coração, caímos em tentação, mas devemos buscar o auxílio de Deus e deixar que o querer do Senhor prevaleça em nossos corações. É mais fácil estar contente quando temos muito ou pouco? Com certeza você vai responder que é quando temos muito! Mas a verdade é que se temos pouco ou o básico, reclamamos e se temos muito queremos mais, nunca estamos satisfeitos! Mas devemos aprender com o apóstolo Paulo que disse: “sei ter em abundância e também sei padecer necessidade.” O nosso Deus é o dono de todas as coisas, e Ele tem infinitamente mais do que aquilo que pedimos ou pensamos ( Efésios 3. 20) e pode nos suprir segundo a sua gloriosa riqueza (Fl 4:19) Quando servirmos a Deus e amamos a sua Palavra encontramos alegria e satisfação que ultrapassa qualquer banquete que o mundo queira nos oferecer. Precisamos entender que Deus está disposto a nos dar o necessário e o melhor segundo a nossa fé. Deus tem prazer em nos ver bem! Para vivermos uma vida de contentamento, é preciso conhecer de perto a Deus, só aproveitamos e compreendemos os propósitos de Deus para nossas vidas, quando permitimos que Ele cumpra a sua vontade em nós, isto acontece quando meditamos em sua Palavra e tiramos um tempo a sós com Deus. Existem muitos que vivem uma vida vazia, sem contentamento porque já não tem uma vida intima com Deus, tem ouvido a voz do inimigo assim como fez Eva, mas Jesus disse: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, me elas me seguem... e nunca hão de perecer.” (Jo 10. 27, 28) Somente em Deus podemos habitar em segurança, o segredo para se viver uma vida contente na presença de Deus é esperar! O Salmista disse no Salmo 40.1 : “Esperei com paciência no Senhor, Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.” Não é deixar de sonhar, ou buscar algo melhor para si, mas é permitir que Deus seja o centro dos teus desejos, das tuas atitudes! É entender que para tudo tem um tempo determinado para acontecer em nossas vidas, e quem deve decidir isso em nós é Deus, se realmente Ele for o dono do nosso coração. Aplique seu coração á coisas frutíferas que agradem a Deus. As vezes somos pegos a retrucar com pensamentos assim: 1. Poderia ter um esposo melhor, ou quem sabe se mudasse determinada maneira de agir nele... 2. Por que não tenho mais dinheiro, ou por que não sou rica? 3. Por que nasci nesse ambiente, ou nessa família? Pare e pense: 1. O que esta faltando para você viver em pleno contentamento? 2. Você conhece o desejo de Deus para o seu coração? Se não, já procurou saber? 3. Tens exercitado sua confiança no Senhor? 4. Já observou que existem muitas pessoas que gostariam de estar no seu lugar, de ter o que você tem: emprego, casa, marido e vida? Seu viver vai ser muito melhor quando começar a estar satisfeita pelo seu dia, por tudo quanto o Senhor tem feito em ti. Em Timóteo 6. 6 a 8 está escrito: “Mas é grande a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos a este mundo e nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com o que nos cobrirmos, estejamos por isso contentes.” Agradeça a Deus por tudo o que você é, por tudo que você tem, e por tudo o que Deus ainda vai realizar na sua vida, viva uma vida de contentamento, sendo grata a Deus por tantas dádivas imerecidas que alcançamos e muitas vezes não paramos nem para agradecer

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Conceito das Duas Naturezas de Cristo - Trabalho de Bárbara Pinheiro para o Curso Médio em Teologia - IETAD

CONCEITO DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO Jesus e sua natureza divina Desde os primeiros capítulos da Bíblia, vemos Deus revelado como uma unidade plural “façamos o homem á nossa imagem conforme a nossa semelhança” (Gn 1. 26). As Escrituras nos relatam que Jesus é o Filho unigênito do Pai, (Jo 3.16), o “Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio de todas as coisas” (Jo 1. 1 – 3). Temos o respaldo da Santa Palavra de Deus a Bíblia, que nos confirma que Jesus é Deus e estava com Deus desde o princípio. O Pai e o Filho são um, estão de comum acordo. Certa vez Jesus orando pelos seus discípulos declarou: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti... para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17.21). Temos declaração não só de Jesus quanto a sua divindade, mas do próprio centurião e os soldados que guardavam o corpo de Jesus depois da crucificação, quando os sepulcros se abriram, e o véu do templo se rasgou de alto abaixo, vendo terremotos e coisas que aconteciam como um protesto, eles mesmo exclamaram: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus.” (Mt 27.54) Jesus e sua natureza humana Jesus, mesmo sendo Deus, se tornou homem por amor de nós por obra e graça do Espírito Santo no ventre de Maria, tendo um nascimento humano, esteve aqui na terra e nos ensinou através de sua Palavra que é possível viver no mundo que jaz no maligno, mas não estar debaixo do julgo do pecado, isso nos deixou claro, quando foi tentado por Satanás (Mt 4), não cedeu á tentação, mas venceu através da Palavra, nos dando um grande exemplo, diferente de Adão que na primeira tentação caiu no pecado. Sendo assim, seu ministério aqui na terra se caracteriza pelo exemplo de superação do pecado, mostrando que é possível o homem viver sem estar em pecado, mesmo tendo a natureza pecaminosa, mas se Cristo habita em nós, as coisas velhas ficam para traz. Nos primeiros cinco anos do Cristianismo, muitas correntes surgiram, pondo em dúvidas quanto as duas naturezas de Cristo. Temos por exemplo o Arianismo que defendia que Jesus era mais que homem, mas não era Deus. Com certeza, era desejo de Satanás introduzir no meio dos discípulos e dos seguidores de Jesus as dúvidas quanto a sua missão, e sua real natureza, pois assim dispersaria o povo, no entanto, vale ressaltar que não podemos entender este assunto, se nos limitarmos á nossa natureza tão falha e limitada, como é a do ser humano. Como homem, sentiu dor (Mc 15.17), chorou (Jo 11.35), precisou alimentar sua alma através da oração (Jo 17), teve fome (Mt 4.2), sede (Jo 4.7), sono (Mc 4.38), Jesus estudou as Escrituras e meditou nelas para poder explicá-las (Lc 2.46,52). Todos os milagres que operou não foram por seu poder como Segunda Pessoa da Trindade, mas pelo poder do Espírito Santo que habita nele, e também em nós (Mt 12.28; Lc 4.18 e At 10.38). Para isso, Jesus orava constantemente, e algumas vezes a noite inteira (Lc 6.12), esteve diante de coisas e fatos que são comuns entre os seres humanos, nos mostrando como viver e ser usados por Deus aqui na terra. 1. A união hipotástica entre as duas naturezas; Chama-se de união hipostática, a ligação das duas naturezas de Cristo, uma humana e outra divina, sem distinção, indivisíveis e inseparáveis, de tal forma que as propriedades de cada uma permanecem ainda mais firmes quando unidas numa só pessoa. Paulo escrevendo aos Filipenses declarou: "pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz". (Filipenses 2:6-8). É importante entendermos que, quando Jesus se fez homem, não deixou de ser Deus. Ele era Deus vivendo como homem. Mas restringiu-se a forma e a limitações muito diferentes da natureza de sua existência eterna. Devido a tantas dúvidas e ensinamentos quanto a veracidade dessas duas naturezas em uma, foi decidido a ter por base no Concílio de Calcedônia em (451 d. C) sobre a união hipotástica das duas naturezas, sendo que as igrejas católicas, ortodoxas e protestantes, adotam essa base de fé, seguindo não só essa corrente de pensamento, mas principalmente por termos respaldo bíblico para acreditarmos no Jesus Divino/Homem. (Jo 8.58) Ele disse certa vez aos judeus: “Antes que Abraão existisse EU SOU.” 2. As duas naturezas coexistem em anipostasia e enipostasia; Estes dois termos foram pela primeira vez usados por Leôncio de Bizâncio (475- 543 d.C) quando debatia sobre a autoconsciência de Cristo, pois havia dúvidas em relação a este assunto. Uns pregavam que se Jesus era verdadeiramente homem e Deus ao mesmo tempo, Ele teria duas consciências – uma humana e outra divina, ou então teria uma única consciência, sendo divina ou humana. Estes ensinavam o Apolinarismo ou Doutrina de Apolinário (310 a 390 d. C) que afirmava que o corpo de Jesus era humano, mas sua alma era divina, crendo que Jesus não era totalmente homem. Leôncio combateu esses ensinamentos, afirmando que uma vez que Jesus era humano, tinha sua mente humana também, pois caso contrário sua natureza humana não seria completa e seu sacrifício também não seria completo. Mas ressaltava que ela só existia na união completa entre a natureza divina e a humana de Jesus. Chamou de “anipostasia” a impossibilidade de Cristo viver sua autoconsciência divina, e “enipostasia” o fato do “eu” humano estar presente apenas no “eu” divino de Cristo. Podemos citar a referência bíblica que pode dar base para este assunto, quando Jesus falou aos seus discípulos: “Portanto, daquele Dia e Hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai.” (Mt 24.36) Muitos perguntam: como se Jesus sendo Deus, não sabia a data e hora daqueles acontecimentos? Podemos responder que a autoconsciência divina não estava operando em Cristo, mas sim a humana, dependente do Espírito Santo, pois Ele estava aqui em forma de homem cumprindo a vontade do Pai. Comunhão de propriedades entre as duas naturezas; Quando Jesus se fez carne, passou a ser humano. Participou da nossa natureza; submeteu-se à experiência humana. É importante entendermos que, quando Jesus se fez homem, não deixou de ser Deus. Ele era Deus vivendo como homem (Jo 1.1). Jesus afirmou ser Deus em várias ocasiões: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho com Ele.”(Jo 5.17). Em outra situação Jesus disse a Filipe: “Quem me vê a mim, vê o Pai...” (Jo 14.7 -9). Nisto vemos o acordo das duas naturezas em uma só. Se Cristo fosse só homem ou só Deus, seu sacrifício não seria perfeito. Somente um verdadeiro ser humano, plenamente justo, poderia morrer por todos os demais para salvá-los (Rm 5.18-19). 3. Os atributos divinos e a encarnação; Quando Jesus encarnou, não deixou os seus atributos divinos, mesmo sendo homem, esteve aqui maior que os anjos, pois era Deus Conosco. ( Mt 26.53). Da concepção de Jesus até sua a morte, e da exaltação em glória até os dias atuais, vemos dois estados da natureza de Cristo. Jesus ressuscitou corporalmente, sendo que seu corpo, foi glorificado, pois na concepção Ele não despiu-se de sua divindade, e sim de sua glória. Em (Fl 2.7) vemos: “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” Sendo assim, Jesus continua sendo Deus, e enquanto esteve entre nós se fez homem por amor de nós, como diz a sua Palavra. 4. O Éden de Lúcifer; Com certeza, o texto que mais interpreta a existência e morada do anjo de luz que queria ser semelhante a Deus está registrada em Ezequiel 28. 13: “Estavas no Éden, jardim de Deus, toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turqueza, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Norman Champlin na Enciclopédia Versículo por Versículo da Editora Agnos, condena a interpretação dizendo que é muito supérfula. Mas vamos seguir a interpretação da maioria dos teólogos e estudiosos da Palavra que dizem e afirmam se tratar de Lúcifer, apesar da passagem bíblica estar falando sobre o rei de Tiro. Como em diversas passagens bíblicas vemos a tipologia sendo aplicada, aqui também usando o bom censo podemos aplicá-la. O relato começa mostrando como o rei de Tiro tinha se exaltado, querendo ser um deus – homem, ser adorado e quanta riqueza e soberba estavam sobre ele. O profeta Ezequiel começa então a dizer segundo as Palavras do Senhor e a “compará-lo com Lúcifer”, que era um querubim ungido, vestido de pedras preciosas, era perfeito, ser criado por Deus, mas que seu coração elevou-se a soberba, então se achou iniqüidade nele. Aqui vemos o relato em sequência de como era a vida de Lúcifer antes da queda. Podemos notar que os versículos apesar de estarem sendo proferidos para o rei de Tiro, as referências não era dele, veja: “Estavas no Éden...” (v.13) e diz que as pedras preciosas no dia que ele foi criado elas também foram criadas.” Não pode estar se tratando aqui do rei de Tiro, pois segundo estudiosos, as pedras preciosas foram formadas há bilhões de anos atrás e cada uma tem um significado para os povos da antiguidade, podemos citar como exemplo a safira, que simbolizava verdade, sinceridade, lealdade, fidelidade. Podemos sugerir se olharmos por este ângulo, que cada pedra descrita em Ezequiel 28, em se tratando de Lúcifer representava não só a glória de sua beleza externa, mas interna também, diz que a música estava dentro dele “a obra dos teus pífaros e tambores estavam em ti.” E que ele era ser perfeito criado por Deus. Para a maioria dos teólogos, existiu um Éden antes de Adão e Eva, provavelmente no mesmo lugar, e este era habitado por Lúcifer, quando Lúcifer caiu, Deus destruiu as condições reinantes da Terra, e a terra foi restaurada para o propósito de Deus em relação ao homem, diz a bíblia que nesta nova fase Deus passeava sobre terra em Gn 1: 2: “E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” Então criou Deus o homem, quando o homem caiu, as condições reinantes da terra não foram destruídas, mas foram deixadas as condições benditas e malditas, para que o homem pudesse escolher entre o bem e o mal. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Bibliografia ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada – Revista e Corrigida, Ed. CPAD, RJ – Rio de Janeiro – 2005 Revista Resposta Fiel, ano 6, nº 22, Dez a Fev - 2007, CPAD, Rio de Janeiro, RJ. JOINER, Eduardo. Manual Prático de Teologia, Ed. Central Gospel 1ª Edição – 2004, RJ, Rio de Janeiro DANTAS, Onir Francisco. Assuntos Polêmicos da Bíblia – O Éden de Lúcifer – www.assuntos polemicosdabiblia.com/