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terça-feira, 21 de junho de 2011

Profeta Malaquias

Este nome em hebraico quer dizer “meu mensageiro”, o livro de Malaquias é o livro que denuncia os pecados do povo que voltou do cativeiro babilônico, contêm apenas quatro capítulos e cerca de cinqüenta e cinco versículos, seu texto chave está em Malaquias 1.6 “O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e,se eu sou o Pai, onde está a minha honra? E,se eu sou o Senhor, onde está o meu temor? – diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome e dizeis: em que desprezamos nós o teu nome?”

Este livro consiste em seis seções, correspondente a oráculos, sendo facilmente distinguidos de maneira que é transmitida a mensagem do profeta acerca do julgamento divino e as bênçãos prometidas pelo Senhor, quanto ao futuro.

Cenário Histórico

É bem provável que Malaquias tenha ministrado cerca de 100 anos depois do decreto de Ciro que libertou o povo do cativeiro, mais precisamente no quinto século. O livro foi escrito aproximadamente em 430. A.C, e seu destino era os judeus em Jerusalém, que estavam negligenciando o Templo e também prestando uma adoração falsa e profana, as evidências internas apontam pra isso.

A Lei mosaica não era obedecida e as esperanças dos Pactos se tinham apagado, os divórcios se multiplicaram, os casamentos mistos e a moralidade de modo geral azedou. O objetivo primário de Malaquias era obter a reforma das condições sociais e religiosas de sua nação, levando os judeus a prestar um serviço religioso a Deus, digno do nome, de acordo com as condições do pacto mosaico com eles estabelecidos.

Os membros leigos da teocracia haviam sucumbido em grande escala, e a indiferença, e a falta de zelo haviam tomado de conta dos indivíduos menos responsáveis, descendo ao nível baixo de escarnecerem do culto com suas atitudes lassas. Os sacerdotes estavam negligentes quanto aos deveres religiosos e a mordomia das finanças do templo, por isso o povo começou a pecar retendo os dízimos e abandonar a adoração ao Senhor.

O caráter do Profeta

Malaquias foi o último dos profetas do Antigo Testamento, logicamente outras vozes de cunho apócrifo se deram antes dos escritos do Novo Testamento. As mensagens de Malaquias são: o amor a Deus, os muitos pecados do povo que mereciam castigo, o dia do Senhor, o Messias em seus dois adventos, e a restauração de Israel.

Em meio a tanta negligencia quanto as coisas de Deus, Malaquias era uma exceção á inércia generalizada, não se afundando na mediocridade do povo. Seu estilo literário utiliza muitas perguntas feitas por Deus e por seu povo (Ml 3.7,8). Ele atacou com sua profecia, mas nunca perdeu de vista a esperança do Novo Dia, terminando sua profecia com o glorioso dia do Messias, quando Israel será restaurado.

Canonicidade

A septuaginta acredita que “Malaquias” seja não um nome próprio, mas sim um substantivo comum, e por isso os eruditos preferem segui-los, mesmo sem razão. Porém se seguirmos o costume de todos os profetas escritores que nunca escreveram obras anônimas, mas sempre em seus nomes, também teremos de concluir que Malaquias deve ser o nome de um homem que realmente viveu em torno de 430 a.C.

A despeito do livro ser considerado uma obra anônima, nunca teve sua canonicidade ameaçada em tempo algum, nem entre os judeus e nem no seio da igreja cristã, portanto isso nada atingiu a sua canonicidade.

Esboço do Livro

A profecia de Malaquias pode ser analisada em esboço, como segue:
I. O privilégio da nação (1.1-5)

II. A contaminação da nação – (1.6, 3-15)
a. O pecado dos sacerdotes de Israel (1.6 – 2.9)
1. Os sacerdotes desprezam o nome do Senhor (1.6-14)
2. O Senhor castiga os sacerdotes (2.1-9)
b. O pecado do povo de Israel– (2. 10 -3.15)
1. O povo comete idolatria – (2.10-13)
2. O povo se divorcia (2.14-16)
3. O Senhor julgará quando vier ( 2.17-3.5)
4. O povo rouba a Deus (3.6 -112)
5. O povo duvida do caráter de Deus (3.13-15)
III. A promessa feita á nação (3.16 – 4.6)

1. As recompensas do memorial (3.16 -18)
2. As recompensas da vinda de Cristo (4.1-3)
3. A profecia da vinda de Elias (4.4-6)

Concluimos que cada profeta teve sua importância para a nação judaica, com seus esforços exortaram o povo a prosseguir, em meio a tantas adversidades que lhes sobrevinham decorrentes de seus desânimos e pecados cometidos contra o Senhor.

Obadias ao descrever o julgamento de Edom, fazia com que Israel se lembrasse das promessas do Senhor, por meio do profeta Ageu, a reconstrução do Templo foi começada, Zacarias deu continuidade a essa grande tarefa e terminou a obra do Novo Templo, Malaquias profetizou ao povo que se voltassem a Deus, lembrando que o Dia do Senhor viria.

Podemos aplicar esses ensinos da Palavra de Deus aos nossos dias, e nos voltarmos para buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. (Mateus 6.33)

Bibliografia

CHAMPLIN, Russel Norman. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, Vol 05, Editora Hagnos – 2ª Edição – São Paulo - 2001
ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Revista e Corrigida, CPAD, Rio de Janeiro 2008
ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo das Profecias- Revista e Atualizada, ATOS, São Paulo, 2ª Edição, 2001

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