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terça-feira, 21 de junho de 2011

Obadias

Introdução

Nesta pesquisa iremos abordar sobre quatro dos doze profetas considerados menores no Antigo Testamento, menores não por terem sido menos importantes, mas sim por seu conteúdo ser pouco volumoso. São eles: Obadias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Nosso objetivo é mostrar de forma sucinta como foi o trabalho deles junto ao povo judeu. Obadias descreve o julgamento de Edom, já Ageu, Zacarias e Malaquias têm uma importante missão: a de encorajar o povo a reconstruir o Templo que estava em ruínas, denunciar os pecados do povo que voltou do cativeiro babilônico, e reerguer a nação judaica.

Essa introdução trata de temas importantes para melhor compreensão, como cenário histórico, data, reis da época, propósito de cada livro, seu autor e conteúdos abordados em cada livro, bem como a situação político religiosa a qual a comunidade judaica vivia.

Obadias

Cenário Histórico

O Livro de Obadias contem apenas um capítulo e vinte e um versículos, e descreve o julgamento de Edom. O versículo chave para este livro está logo no início “Assim diz o Senhor a respeito de Edom: Temos ouvido as novas do Senhor, e ás nações foi enviado um mensageiro que disse: Levantai-vos... contra Edom para a guerra.” (v.1)

As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27; 32– 33). Os descendentes de Esaú, conseqüentemente, se estabeleceram numa área chamada Edom, situada ao sul do mar Morto, enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida, habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel.

Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias.
Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC), os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém, a qual foi finalmente devastada em 586 aC. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. Então, os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel.

Caráter do Profeta

O profeta é conhecido somente como Obadias, “Servo/adorador de Jeová”. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC, o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios, tratando-se de um livro do período exílico quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus, que estava se aproximando, e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor.

Autoria e Canonicidade

Obadias é o menor livro do AT. A tradição atribui este livro a um homem chamado por este nome, mas não se sabe nada sobre ele, sua família, nascimento ou até de onde veio, pois este nome era bastante comum na sociedade hebréia. Mesmo assim, não há motivos para se duvidar quanto a sua veracidade e que houve um profeta com este nome, as poucas informações apontam para um homem piedoso, que seguia a ortodoxia judaica e era impelido por fervoroso nacionalismo.

Talvez Obadias tenha se valido das coleções de declarações que haviam sido oralmente transmitidas pelas escolas dos profetas, isso poderia explicar as incríveis similaridades entre os vss:1-9 e Jeremias 49: 7-22, o que dá suporte para este livro ter sido inserido no canôn.

Conteúdo

O livro de Obadias começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v.1). O livro é dividido em duas seções principais.

A primeira (vs 1-14) é endereçada a Edom e anuncia sua inevitável queda. Da sua posição de soberba e falsa segurança, Deus irá derribá-lo (vs 2-4). A terra e o povo serão saqueados e espoliados, a destruição final e completa (vs 5-9).

Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.10), porque Edom se regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v.14).

A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). Esse dia será um tempo de retribuição, de colher o que se havia plantado. Para Edom, este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16), mas, para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20). Edom será julgado severamente, mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. O monte Sião governará as montanhas de Esaú, e o reino pertencerá ao Senhor (v.21).

Esboço de Obadias

I.Título1
II. O decreto do Senhor Vs 1-14, A condenação de Edom vs, 1-4, O colapso de Edom Vs.5-9, Os crimes de Edom Vs 10-14
III. O Dia do Senhor Vs 15-21 - O dia da retribuição divina Vs. 16-16
O dia da restituição divina vs. 17-20.O dia do domínio divino vs. 21.

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