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domingo, 15 de maio de 2011

Panorama do Evangelho Segundo João


INTRODUÇÃO

O Evangelho de João difere dos evangelhos chamados sinópticos (Mateus, Marcos, Lucas) os quais concordam entre si em vários fatores. Já o Evangelho de João consiste em menos de 10% daquilo que é representado nos demais evangelhos, pois segundo a tradição as fontes informativas usadas por ele são bem distintas. Clemente de Alexandria dizia:

“Mas que João, em último lugar, consciente que os fatos corporais haviam sido revelados nos evangelhos, com o que ele tinha em mente dos evangelhos sinópticos sobre os quais vinha falando, foi encorajado pelos seus conhecidos, e sob a inspiração do Espírito Santo a escrever um evangelho espiritual.” (citado da obra Hipóteses de Eusébio, em História Eclesiástica VI 14.7)

Embora a autoria deste Evangelho seja bastante discutida, temos a certeza de que seu autor foi inspirado grandiosamente por Deus, nos mostrando o Jesus Divino, como vemos neste precioso Evangelho. João apresenta o Jesus Deus como o “Verbo” que se fez carne e habitou entre nós (João 1). Por várias vezes vamos notar as palavras “Eu Sou”, assim como Deus falava aos seus filhos no Antigo Testamento.

Neste Evangelho Jesus é: “Cristo, o Filho do Deus Vivo” (João 6.69), a divindade de Jesus pode ser vista nas sete afirmações:

“Eu Sou a luz do mundo.” (8.12;9.5)
“Eu Sou a porta.” (10.7,9)
“Eu Sou o bom pastor.” (10.11-14)
“Eu Sou a ressurreição e a vida.” (11.25)
“Eu Sou o caminho, a verdade e a vida.” (14.6)
“Eu Sou a videira verdadeira.” (15. 1-5)

Algumas das afirmações mais cruciais de sua divindade estão em (1.1) o Verbo era Deus... mas o verbo se fez carne e habitou entre nós (1.14).
Também neste evangelho o autor mostra o Jesus humano, que pode ser visto em seu cansaço (4.6); sede (4.7); dependência (5.19); tristeza (11.35); alma angustiada (12.27) e sua agonia e morte (19).

Ao lermos este Evangelho poderemos perceber o modo como os fatos são relatados, mostrando que o autor era sim uma testemunha ocular das maravilhas que Jesus fez quando por aqui passou, isso nos faz entender porque há tão pouca citação dos outros evangelhos contidos nele.

DATA: entre 90 a 100 d.C

Apesar do forte testemunho interno e externo que apóia a autoria joanina, havia suposições teológicas de alguns críticos que negavam esta afirmação e criam que este evangelho teria sido escrito na primeira metade do século II. Porém esta idéia pode ser derrubada com a descoberta do Papiro 52 de John Rylands, contendo porções de João (18.31-33, 37 – 38), sendo que este fragmento foi datado de 135 d.C, e um considerável período de tempo deve ter sido necessário para que o Evangelho de João fosse copiado e circulasse antes de chegar ao Egito onde os papiros foram achados.

Então, o Evangelho de João pode ter sido escrito depois do último dos sinópticos (cerca de 66 – 68 d.C) sua familiaridade com a topografia de Jerusalém não requer necessariamente uma data antes de 70 d.C. As três epístolas de João e o Apocalipse foram escritas depois do evangelho, o seu provável período é de entre 90 a 100 d. C. Segundo a tradição, João escreveu o Evangelho em Éfeso. Até que outras evidências possam surgir, está parece ser a mais acertiva possível.

AUTORIA

A tradição eclesiástica diz que a autoria é joanina, e com isto nos quer dizer que João filho de Zebedeu é o autor deste evangelho. Temos evidências internas para concordar com esta afirmação da igreja cristã. A mais antiga referência delas é o fragmento muratoriano que foi escrito em 170 d.C, já sabemos do P52 que data de 135 d.C que também contem escritos de João.

Uma evidência interna acerca de que João é realmente o autor deste livro está em (Jo 21:24) “Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas, e que as escreveu e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”
João era o discípulo mui amado do Senhor (13:23) após a ascenção de Cristo , este se tornou um dos pilares da Igreja em Jerusalém juntamente com Tiago e Pedro (Gl 2.9).

Em vários pontos deste evangelho vemos a proximidade de João com o Mestre e isso nos faz entender a firmeza de seus relatos nos mostrando sem erros que ele era uma testemunha ocular de Cristo, isto nos faz entender porque este evangelho existe menos de 10% dos outros evangelhos, pois seu autor tinha experiência própria.

Ao que tudo indica o autor deste evangelho era judeu da Palestina, pois tinha entendimento sobre os costumes judaicos e também sobre a geografia da Palestina, também possuía conhecimentos íntimos sobre as idéias messiânicas dos judeus, isso poderemos ver em João: 7.

Ele sabia por exemplo que era costume assentar-se debaixo de uma figueira para ler o Torah (Jo 1.49);ter talhas para encher de águas para usar nas cerimônias de purificação (2.6); embalsamar os mortos (19.40); lavar as mãos antes das refeições (13.4); que era errado um rabino dirigir-se a uma mulher com palavras (4.2); que a enfermidade humana é decorrente do pecado (9.2); que Elias haveria de vir antes do aparecimento do Messias (1.21); e que era contaminação um judeu entrar numa moradia de um gentio. (18.29).

Sobre os dados geográficos que este evangelho apresenta, vemos a sua segurança nos detalhes sem tropeçar ou cometer erros, passando de Jerusalém para as aldeias circunvizinhas, dando nomes dos locais que Jesus esteve.
Este evangelho foi escrito em grego puro, mas em vários momentos vemos suas idéias de acordo com o ponto de vista judaico, e encontramos expressões de origem semita como “filho da perdição” (17.12); “estar em ou permanecer em” (14.’7, 15.14 e I Jo 2.6), regozijar-se (3.29) que são muito mais típicas do hebraico do que do grego.

Alguns pesquisadores não concordam com a autoria joanina, principalmente no que diz respeito a escrita, pois segundo estes os apóstolos eram homens ignorantes e incultos, de onde viria então o bom grego “koiné”a qual foi escrito este evangelho? Alguns defendem que João poderia ter aprendido o idioma grego em Éfeso, ou entregado a tarefa da escrita para um outro discípulo tendo somente ditado, mas todas estas coisas não passam de especulações.

Segundo o capítulo 21 de João vemos o propósito ligado á autoridade do apóstolo, mencionando claramente que “ele escreveu estas coisas”, mas o que tudo indica que foi editado por outra pessoa.

Apesar das dificuldades, não há razão para duvidar-se da autoria joanina, refletindo seu discernimento no caráter cósmico de Cristo, embora um discípulo seu, ou da escola joanina, tivesse feito a real composição.

PROVENIÊNCIA E DESTINO

Assim como há especulações na autoria deste Evangelho, também temos na sua proveniência, quanto ao lugar em que foi escrito temos quatro localidades sugeridas: Jerusalém, pois segundo vemos no próprio evangelho o autor tinha conhecimento dos costumes judaicos como já vimos antes, dos templos e das regiões circunvizinhas, bem como a aparente similaridade dos chamados papiros do mar morto.

Os que defendem que ele foi escrito em Antioquia, apelam para a semelhança entre as frases do evangelho e as epístolas do bispo Inácio de Antioquia, mas não encontramos exatidão nessa informação, pois não se sabe sua origem final.

A tradição mais consistente e vigorosa tem vinculado á Éfeso, tendo em vista o próprio conteúdo do livro, acreditando na evidência interna deste evangelho, a qual trata o capítulo 21. Também vinculam João a esta cidade pois a história eclesiástica relata que João se mudou para a Ásia Menor sendo superintendente das igrejas ali compostas e escrevendo o Evangelho e depois as cartas, e dali foi exilado na Ilha de Patmos durante o reinado de Domiciliano (81- 96d.C) e depois morreu em Éfeso com cercas de noventa, cem ou cento e vinte anos.

Não há qualquer tradição sólida que vincule este livro á Alexandria, como por outro lado se verifica com Éfeso, e essa é a razão porque esta teoria não tem alcançado aceitação.

O Evangelho de João foi escrito para todos os que crêem no Senhor, conforme escrito em (Jo 3. 16) e registrado para que todos creiam que Jesus é o Cristo o Filho do Deus Vivo e tenham vida nele.

FONTES INFORMATIVAS

No estudo a qual fazemos, temos as seguintes hipóteses levantadas por estudiosos e críticos teológicos sobre as possíveis fontes usadas por João ao escrever este evangelho:

O testemunho ocular e o trabalho editorial de João.

Fontes similares ao “protomarcos” embora distintas.

Proveniência desconhecida. Cerca de dez por cento deste Evangelho.

O trabalho editorial dos discípulos de João.

Fonte valiosa e especial acerca da história da paixão, de origem muito provável da Palestina.

Diversas tradições orais e escritas, provavelmente preservadas pela comunidade cristã de Éfeso.

Capítulo 21 – Epílogo editorial, preparado pelos editores do evangelho, em Éfeso.

Alguma influência neoplatônica e mística religiosa, nas formas de expressão e na escolha de idéias.

INFLUÊNCIA DI ANTIGO TESTAMENTO E OUTRA LITERATURA CRISTÃ

A influência histórica que podemos ver neste evangelho sobre os costumes, ritos religiosos e festividades nos leva a crer que suas raízes mais profundas estão no judaísmo bíblico do Velho Testamento.

A prioridade de Israel é reconhecida ali (Jo 4.22) Jesus é apresentado como Messias esperado pelos judeus, embora a cristologia de João nos revele fatos que não são incluídos nas explicações judaicas como exemplo: Filho divino, homem descido dos céus, Rei e Juiz que virá, isso pode ser explicado pois João escreveu não necessariamente para os judeus, mas para todo aquele que crer no Filho de Deus.

Neste evangelho poderemos notar várias referências diretas ou indiretas sobre o Velho Testamento, a primeira delas está no início do livro: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1.1) Onde faz referências óbvias sobre a história da criação, revelando também a unicidade de Deus com seu Filho, embora possamos notar que também são pessoas distintas. Certamente isto não estava tão bem desenvolvido no Velho Testamento e isto provavelmente não fazia parte dos ensinos judaicos.

A epístola aos Hebreus já tinha sido escrita e também Paulo já havia descrito sua cristologia apesar de não ter empregado o vocábulo “Logos”, mas antecipava de forma definida sobre esta doutrina. É de se pensar que talvez o apóstolo tivesse sido influenciado por tal ensino ainda que não tivesse lido sobre as pregações de Paulo, pois nas suas cartas podemos ver assim como no evangelho de João, Jesus um personagem preexistente, divino, mediador da salvação e da ligação entre Deus e os homens. (Fil.2.1-11, II Cor.8:7-9, Col 1, Éfesios 1, Col 2).

Paulo por semelhante modo atacou os gnósticos, defendendo a significação cósmica de Cristo, e indo contra as idéias inferiores dos gnósticos que apontavam Jesus como um ser angelical. Mas dá ênfase como Jesus sendo Deus, e a própria imagem de Deus (Col 2.9). O primeiro trecho da epístola aos Hebreus desenvolve similar cristologia ao primeiro capítulo do evangelho de João. Portanto João não foi um inventor, pois a sua doutrina do “Logos” já estava estabelecida na igreja cristã.

A citação do livro Sabedoria de Salomão capítulo 7:26 nos diz: “ Pois ela (a Sabedoria) é um resplendor da luz eterna, bem como um espelho sem mácula das operações de Deus, e uma imagem de sua bondade.” São as mesmas de Heb 1.3 e se identifica com as de I Cor 1.30 e parece ser uma idéia similar ou tomada de empréstimo de escritores mais antigos, seguindo João a mesma tradição no sentido de expressões conhecidas pelos mais antigos.

PROPÓSITOS

Com facilidade podemos notar porque este evangelho foi escrito (Jo 3.16) “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer, não pereça mais tenha a vida eterna.” Os milagres e testemunho de Jesus nos leva a entender, que este livro foi escrito para os que crêem nele e possam ter vida com Ele. Em (Jo 20. 30-31 e 21.24) vemos a certeza que seu propósito foi alcançar os crentes e também os não-crentes, mostrando o Deus Filho encarnado e salvador da humanidade, provando de forma conclusiva que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que todo aquele que Nele crer tem a vida eterna.

Além desse alvo primário podemos observar outros propósitos, como exemplo combater o judaísmo ortodoxo da época, que rejeitava o Messias; refutar a heresias que dizia que João Batista era o Messias revelando as relações entre João Batista e Jesus; estabelecer o cristianismo não como uma filosofia religiosa como os gnósticos ensinavam, mas mostrar que Jesus foi um ser humano verdadeiro e que passou por sofrimentos e nessa qualidade se tornou o Salvador dos homens. Que o evangelho não foi escrito como uma mera biografia, ele é um tratado teológico que incorpora acontecimentos da vida de Jesus e eventos verdadeiros. A glória divina de Jesus pode ser vista no evangelho de João desde o primeiro capítulo, o que nos evangelhos sinóptico acontece gradualmente.

UNIDADE DESTE EVANGELHO

Sobre a unicidade deste evangelho temos várias teorias, alguns estudiosos acreditam que este livro foi escrito por um só autor, outros acreditam que ele teria usado diversas fontes informativas, e tido um editor, outros acham possível este evangelho ter mais de um autor, sobre estas especulações falaremos abaixo:

a) Teoria de um único autor

Esta teoria é a mais aceita no meio dos estudiosos de teologia, neste caso temos uma perfeita unidade literária, considerando a lingüística empregada neste evangelho, pois não se encontra nele nenhuma transação de estilo, ou expressões, mas o estilo é simples e vai direto ao alvo sem arrodeios, no entanto profundo em sua explanação. Podemos considerar como os grandes estudiosos contemporâneos que o capítulo 21 trata-se de uma edição aparte deste livro. Dando a entender que o trecho de (João 20:30 e 31) é o fechamento original deste evangelho. Alguns acreditam que o capítulo 21 é uma adição feita pelo próprio autor considerando as evidências lingüísticas nele apresentado, porém pode ter sido escrito por um dos seus discípulos ou um editor mais recente para comprovar a veracidade deste evangelho após o falecimento de João.

b) Teoria da redação

Essa teoria diz que um editor reuniu diversas fontes informativas, não sendo necessariamente evangelhos primitivos, orais ou escritos, poderia ser um produto de imaginação literária, segundo esta mesma teoria este livro poderia ter tido mais de um autor, o mentor desta teoria foi Rudolph Bultmann. Entretanto as evidências lingüísticas são contrárias as essas afirmações, e por isso poucos eruditos favorecem essa teoria, assim como a teoria das paredes divisórias, prevalecendo os elementos que demonstram ter havido essencialmente um autor.

c) Teoria do deslocamento

Essa teoria assegura que a ordem original do evangelho foi perturbada talvez por acidente, e que a junção dos achados dos papiros criou um evangelho diferente do que aparecia no original, repousando em especulações acerca das dimensões dos pedaços de papiros encontrados. O grande arranjador dessa teoria é F.H. Hoare, mas entram em discórdia com outros autores como Friedrich Spitta tendo algumas coisas em comum. Pesquisadores mais recentes não encontram descobertas que indiquem necessidade dessa teoria.

RELAÇÃO ENTE ESTE EVANGELHO E AS EPÍSTOLAS JOANINAS E O APOCALIPSE

Esta questão tem atraído muitos pesquisadores antigos e modernos, no III século d.C Dionísio de Alexandria uniu boas evidências para provar que o evangelho de João e as epístolas joaninas foram escritas pelo mesmo autor, embora não tenha aceito que o Apocalipse tenha sido escrito por João. Porém Eusébio afirmou o parecer de que tanto o evangelho, quanto as epístolas e o Apocalipse foram escritas por uma pessoa João, e isto vem sido aceito até os dias de hoje sem sofrer muitos assédios, Brooke comparou várias trechos do evangelho de João com as epístolas joaninas.

As dúvidas são levantadas com relação ao conteúdo, vocabulário e estilo empregado. Alguns preferem crer que as epístolas foram escritas por algum discípulo intimo de João, listando algumas diferenças doutrinárias, pois segundo estudiosos, a epístola de I João está mais próxima da doutrina cristã em geral do que o evangelho de João; a influência do gnosticismo era mais aguda nas epístolas do que no evangelho; no evangelho o julgamento é exposto como um processo presente e nas epístolas trata-se de uma manifestação escatológica; no evangelho o espírito Santo é uma pessoa e nas epístolas é uma inspiração profética.

Quanto a estes argumentos e outros mais, são bastante superficiais, e se o leitor conhecer o evangelho e epístolas e estudá-la vai perceber a grande semelhança entre as escritas, não encontrando dificuldades para derrubar essa teoria.

CONTEÚDO DO EVANGELHO

Existem diferenças genuínas de conteúdo se confrontado com os sinópticos, a ordem e a localização dos acontecimentos são fatores que diferem entre si, enquanto nos sinópticos vemos Jesus quase que por inteiro na Galiléia e no final de seu ministério vai para Jerusalém, no evangelho de João esse quadro se inverte, Jesus passa grande parte de seu ministério em Jerusalém e nas aldeias circunvizinhas.

O Evangelho de João ao mencionar as festividades judaicas específicas como a Páscoa, e não só uma vez, dá-nos a idéia de que o ministério de Jesus se prolongou por três anos, enquanto os sinópticos parecem falar apenas de um ano do seu ministério. João relata oito milagres feitos por Jesus sendo que quatro desses não podem ser encontrados em outro evangelho. Neste evangelho a última ceia é no dia anterior á páscoa, já nos sinópticos a ceia é no dia da páscoa, e assim sucede que menos de 10% dos sinópticos está contido neste evangelho.

Podemos dividir este evangelho em dez porções:

1. Prólogo: A Palavra, o Logos, o Cristo preexistente. A encarnação – João 1.1-18

2. João Batista e suas relações com Jesus – João 1.19-51

3. Revelação de Jesus na Judéia, Galiléia e Samaria – João 2.1 – 4:54

4. Diversos Sinais e Controvérsias –João 5. 1-9: 41

5. Prelúdio ao Fim do Ministério Público de Jesus – João 10:1 – 11:57

6. Fim do Ministério Público de Jesus – João 12:1 – 50
7. No Cenáculo – João 13:1 – 16:33

8. Oração Sumo Sacerdotal – João 17:1 – 26

9. Do Getsemani ao Calvário – João 18:1- 19:42

10. A Ressurreição e os Aparecimentos de Jesus – João 20:1 – 25

Como vemos João não apresenta parábolas como nos sinópticos, mas expõe discursos altamente desenvolvidos, como o pão, o vinho, o bom pastor, a luz a oração sacerdotal e o consolador, já relatadas no início desta pesquisa. Este evangelho tem em sua abertura como já vimos o tema “o Logos de Deus”, preexistente, encarnado, rejeitado, sendo revelado para todo aquele que nele crer e confiam em sua divina missão, seus temas são de vida e luz, glória e verdade e também o conflito que ruge entre as trevas e a luz.

Podemos concluir que o escritor divinamente inspirado trouxe a nós as verdades bíblicas acerca do Deus Filho que se fez carne e habitou entre nós por amor a nós, mesmo não sendo merecedores, Ele pagou o preço, deixando a sua glória para dar salvação aos que nele crêem.

BIBLIOGRAFIA

CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vol.2 Lucas e João. Editora Hagnos - 2005– São Paulo-SP.
CHAMPLIN, Russel Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Editora Hagnos – 2006 – São Paulo SP.
ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo das Profecias, Editora Atos- 2001 – Belo Horizonte- BH
ALMEIDA,João Ferreira de. Bíblia de Estudo Novo Viver, Editora Central Gospel – 1997 – Rio de Janeiro – RJ
ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal, Editora CPAD – 1995,São Paulo- SP
Apostila da Facete- Curso Bacharel em Teologia – 2011

POR BÁRBARA PINHEIRO
ALUNA DO 2º ANO EM BACHAREL EM TEOLOGIA PELA FACETE - PA
EM 14/05/2011